O princípio da realidade na infância

Atualizado: Set 14


A infância é um período de grande desenvolvimento e aprendizagem. Observamos que, na primeira infância, meses fazem diferença.

A sua estória começa até mesmo antes da concepção, com os desejos e planos dos pais. Após a concepção e a notícia da gestação, há mudanças na vida do casal, com preparativos e preparações como cursos de pais, sem falar em todas as projeções de cada pai e mãe em relação a esta nova vida que geraram, desde a escolha do nome até da primeira escolinha, tudo recebe influência inconsciente da história dos pais.

Ao nascer cada criança vem com seu código genético e seus registros feitos dentro da barriga da mãe, que ajudarão a formar a identidade dela, assim como preferências.

Os cuidados e carinhos recebidos pela família que ajudam a sobreviver, mas o mais importante, ajudam a construir a psique.

Pesquisas científicas apontam que crianças negligenciadas, abandonadas ou que sofreram maus tratos na infância, apresentam problemas no desenvolvimento físico e psicossocial, com consequências psicológicas desde maus comportamentos até a depressão na infância, adolescência e vida adulta.

O bebê geralmente tem suas necessidades satisfeitas. Sente fome, chora e logo alguém lhe dá de mamar, sente-se sujo, chora e logo vem o banho. Assim, ele chora quando sente algum desprazer ou deseja algo e um adulto vem para satisfazê-lo. Por volta dos 6 meses de idade, começa a engatinhar e manifestar desejos de pegar objetos proibidos e os pais dizendo “não” para suas conquistas e desejos.

Aos poucos ela vai interiorizando os “nãos” da vida, que é essencial para sua formação de caráter e personalidade. O bebê inicia sua jornada de sair aos poucos do princípio do prazer em direção ao princípio da realidade. Como afirma Freud, esta passagem é lenta mas estritamente necessária. É quando o bebê inicia a interiorização das regras sociais, com o que pode e o que deve fazer. É na relação entre ele e a mãe que percebe o que agrada a sua amada mãe e o que não lhe agrada, evitando os comportamentos que não são aprovados.

As regras sociais são inseridas no universo infantil primeiramente no seio familiar, sendo um dever desta. Quando as crianças vão para a escola ou creche estas regras sociais e coletivas são ainda mais reforçadas, pois o bebê agora precisa dividir brinquedos, esperar sua vez para se alimentar, tirar a soneca no horário predeterminado.

Bebês e crianças precisam de regras sólidas. Isto diminui a ansiedade lhe dando segurança, pois saberão o que irá acontecer. Bebês que não tem rotinas são irritadiços e se sentem desconfortáveis como se estivessem esperando algo surpreendente a cada minuto.

Algumas dicas de como lidar com seu bebê:

- Mantenha rotina para banhos, mamadas, banho de sol, hora de brincar, etc.

- Procure conversar com seu bebê antes de fazer qualquer coisa, lhe dizendo o que vai acontecer. Ex: agora vou tirar sua roupa para o banho, vamos nos divertir muito, a água está morna e deliciosa. Enquanto vai dando o banho, vai antecipando oralmente seus movimentos.

- Mantenha diálogos constantes com o bebê.

Se você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento de seu bebê ou de sua criança, procure um especialista. Marque a primeira sessão gratuitamente.

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Alessandra Bizeli Oliveira Sartori

Pedagoga - Unopar

Psicopedagoga - Unifev

Mestre em saúde da criança e do adolescente - UNICAMP

Especialista em Reabilitação Neuropsicológica - IPAF

Mediadora de Pei (Programa de Enriquecimento Instrumental) pelo International Institute for the Enhancement of Learning Potential de Feuerstein (Israel)

Extensão em Psicanálise

Docente de cursos de pós-graduação

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