Meu filho não gosta de ler. O que posso fazer?

Atualizado: Set 14


É comum encontrarmos pais e professores comentando que seus filhos ou alunos não gostam ou não apresentam o hábito da leitura.


Temos algumas questões a analisar:

1- ler e escrever remetem à autonomia, poder ler o mundo e o que está a sua volta produz mais independência. Algumas crianças que resistem em crescer emocionalmente geralmente receitam inconscientemente este processo. Se isso ocorrer os pais ou professores devem buscar ajuda de um psicoterapeuta ou psicólogo.

2- Ausência do hábito da leitura na família. Os filhos registram em seu consciente e inconsciente as ações observadas, muito mais que as palavras ouvidas como por exemplo: “você precisa ler”, mas ao mesmo tempo, os pais nãos têm livros em casa ou não possuem o hábito de ler.

3- Presença de algum transtorno ou dificuldade de aprendizagem.

Os sinais de que a criança apresentam algum transtorno ou dificuldade de aprendizagem podem ser percebidos até mesmo na primeira infância, porém geralmente são melhores observáveis quando a criança inicia o processo formal de alfabetização nas séries iniciais do ensino fundamental. É um erro comum pais e professores dizerem que devem esperar o tempo de maturação de cada criança, porém este tempo de maturação tem marcos preestabelecidos que devem ser obedecidos, como o tempo certo para engatinhar, andar, falar as primeiras palavras, coordenação motora fina e grossa, etc.

4 - Dificuldades de consciência fonológica ou no Processamento Auditivo Central

Algumas crianças apresentam dificuldades em entender ou gravar os sons das letras ou aquelas que apesar de ouvirem perfeitamente apresentam dificuldades para processar e decodificar o que ouvem, comprometendo o processo de leitura e escrita. A avaliação com um fonoaudiólogo ajuda a verificar se há algumas dessas habilidades comprometidas. Para a avaliação do Processamento Audito Central em cabine, é necessário que a criança esteja exposta ao processo de alfabetização formal pelo menos a três anos, ou seja, por volta dos 9 anos de idade, porém pode ser feita uma avaliação fonoaudiológica para detectar quais áreas do processamento podem apresentar alguma necessidade de estimularão.

Nem todas as dificuldades que a criança apresentam são patológicas. O ritmo de aprendizagem difere em cada criança, porém devemos conhecer e respeitar os limites de idade presentes nos marcos do desenvolvimento infantil. Na duvida converse com um profissional como Psicopedagogo, Fonoaudiólogo, Pediatra, Psicólogo ou Neuropsicólogo, que irá lhe orientar sobre a necessidade de realizar avaliação ou intervenção para que a criança consiga atingir o seu mais alto potencial.

Alessandra Bizeli Oliveira Sartori

Pedagoga - Unopar

Psicopedagoga - Unifev

Mestre em saúde da criança e do adolescente - UNICAMP

Especialista em Reabilitação Neuropsicológica - IPAF

Mediadora de Pei (Programa de Enriquecimento Instrumental) pelo International Institute for the Enhancement of Learning Potential de Feuerstein (Israel)

Extensão em Psicanálise

Docente de cursos de pós-graduação

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