Meu filho tem Autismo! E agora?

Atualizado: Set 9


Quando os pais recebem o diagnóstico de Autismo dos filhos eles passam por algumas fases durante esse processo.

Inicialmente eles precisam desconstruir a imagem de filho perfeito que construíram durante toda a gestação e até aquele momento. Eles precisam compreender que aquela criança irá precisar muito da ajuda deles para que possa se desenvolver da melhor forma possível.

Os primeiros sinais que os pais normalmente reparam nos filho é que eles não interagem com as outras pessoas, se assustam com barulhos, não mantem contato visual com os pais e também apresentam estereotipia, que é ação repetitiva de um ato.

Os pais passam inicialmente pela fase da negação, que é quando eles percebem que tem algo diferente no filho, porém não aceitam que as outras pessoas sinalizem aquela diferença, alguns ainda não possuem o diagnóstico nessa fase. Também há o momento em que eles recebem o diagnóstico, porém o negam, pensam que o médico pode estar errado.

Após isso vem à fase do luto, em que eles perdem o filho idealizado e visto como perfeito, para aceitar o novo filho que é diferente. Nem melhor e nem pior, mas diferente. O tempo que essa fase dura varia de pessoa para pessoa, e ela é necessária, porém precisa passar.

Quando a fase passa ai os pais entram na fase da aceitação, que é o momento que vão em busca dos tratamentos e intervenções necessárias para o desenvolvimento da criança. A fase do luto precisa passar, pois se não os pais ficam presos a ela e não entram na fase da aceitação.

Buscar intervenções e tratamentos é uma das partes essenciais para que a criança possa alcançar um melhor desenvolvimento, pois sem isso ela ficaria estagnada e não desenvolveria devidamente todo o seu potencial.

Todas as pessoas que tem um convívio muito próximo da criança sofrem com o diagnóstico e passam pelas fases citadas acima, e o tempo de cada fase varia de pessoa para pessoa. Mas é importante que os pais procurem ajuda o quanto antes, pois com as intervenções a criança tem mais chances de se desenvolver melhor e se tornar o mais autônoma possível. Lembre-se que os sinais de risco para o desenvolvimento autístico podem ser observados desde bebês e intervenções a tempo melhoram significativamente o prognóstico futuro.




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